terça-feira, 3 de abril de 2012

Carla Visi participou da Oficina de produção de videoclipe no VII Fórum REBEA

Carla Visi , falou também sobre direito autoral no uso de música
O uso de música em atividades de educação ambiental foi um dos assuntos abordados na Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais, que facilitamos no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no dia 29 de março, em Salvador-BA.

A oficina teve a participação de 19 educadores ambientais de todo o pais e como co-facilitadora convidada, a cantora baiana Carla Visi. A artista é uma militante das causas ambientais e apoia as iniciativas que envolvem o uso da música na educação ambiental.


Essa prática educomunicativa que venho difundindo em eventos, em geral, reúne alunos, professores, educadores ambientais, para por meio de um processo interativo e diálogico, promover o debate e a formulação de discursos ambientais, tendo como suporte a interpretação simbólica das letras das músicas, em especial as de artistas da Amazônia, ou de qualquer parte do pais, desde que aborde questões ambientais.

Em sua apresentação, Carla Visi relatou experiências na área. No carnaval do ano 2000, como vocalista do Bloco Cheiro de Amor lançou o hit Cata-Lata , que motivou os foliões do carnaval baiano, a catarem as latas de bebidas deixadas na avenida. Outro relato foi sobre a música “Matança” do compositor Jatobá, que compõe o repertório do seu show Canto para Natureza, que foi utilizada no estudo em grupo sobre a biodiversidade florestal, que coordenei em 2008, no assentamento Nilson Campos, em Jacy Paraná, distrito de Porto Velho-RO.

As facilitadoras da Oficina, com parte do grupo de oficineiros,
 no VII Fórum REBEA

Na Oficina realizada no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no periodo de 28 a 31 de março, a temática proposta foi a discussão e reflexão sobre aspectos economicos, socioculturais e ambientais da produção de castanha-do-brasil em comunidades extrativistas da Amazônia, a partir da música Canto dos Castanhais, de autoria de Val Milhomem e Joaosinho Gomes, interpretada por Juliele, artistas do Amapá e Pará.
   Esta atividade está relacionada as ações de capacitação em educomunicação socioambiental do Projeto Kamukaia, executado por meio de uma rede de pesquisa na Amazônia, coordenada pela Embrapa, que visa gerar resultados úteis para a implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM) a definição de políticas públicas e estimular a valorização dos produtos pela sociedade.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Oficina de Produção de Videoclipes Ambientais

Minha proposta de oficina foi aprovada para o VII Fórum REBEA, que será realizado na última semana de março, em Salvador -BA.

Para esta Oficina a temática proposta é a discussão e reflexão sobre a produção de castanha em comunidades extrativistas da Amazônia, a partir da música Canto dos Castanhais (Val Milhomem/ Joaosinho Gomes) interpretada por Juliele.
Os  objetivos são: (1) capacitar os participantes para a produção de videoclipes ambientais; (2) demonstrar as possibilidades de produção de videoclipes ambientais como uma prática educomunicativa que se caracteriza como tecnologia social educacional; (3) Promover a discussão sobre a ação-cidadã em prol das sociedades sustentáveis, a partir do conhecimento sobre a produção de castanha em comunidades extrativista  e as ações de pesquisa do Projeto Kamukaia – Rede de pesquisa sobre PFNM.

A estratégia pedagógica da Oficina , compreende a análise textual de letras de músicas que abordam problemas socioambientais da/na região amazônica; a discussão sobre o processo de produção de informação , com fins de Educação Ambiental; e  Produção coletiva, que compreende trabalho em conjunto para a elaboração do roteiro de imagens do videoclipe;

Esta atividade está relacionada as ações de educomunicação do projeto Projeto Kamukaia, criado em maio de 2005, visando gerar resultados úteis para a implantação de planos de manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros (PFNM) e definição de políticas públicas.

terça-feira, 6 de março de 2012

Oficina de Comunicação Ambiental

Contrariando os que dizem que o ano começa só depois do carnaval, para nós o ano começou cedo. Participamos, no periodo de 13 a 16 de feverero, em Macapá, a "Oficina de Comunicação Ambiental Comunidade e Floresta Sustentável”, evento promovido pelo Projeto Carbono Cajari  parceiro do  projeto Kamukaia, no qual desenvolvemos atividades de capacitação.
Atuei como facilitadora em duas das quatro Oficinas temáticas,  a de Produção de Texto e  de Produção de Videoclipes Ambientais
Foi uma rica troca de experiências com produtores extrativistas das castanha e com jovens estudantes das Escolas familia Agricola, além de técnicos de instituições parceiras do projeto.
No próximo post , darei o link para o videoclipe produzido.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Artigo aprovado Congresso CNEA

Resumo

Neste trabalho abordamos os procedimentos metodológicos adotados para o uso em sala de aula de um videoclipe ambiental elaborado para fins de uso didático em atividades de comunicação cientifica e educação ambiental. O videoclipe , com a música Pela cauda de um cometa, de autoria e interpretação de artistas da Amazônia, foi produzido por alunos da Escola E.E.F.M. Marcelo Cândia, com a finalidade de promover a divulgação científica da ciência florestal, ao público leigo. Para validar o videoclipe como uma ferramenta pedagógica de educomunicação científica e ambiental, o mesmo foi utilizado na disciplina de Língua Portuguesa, com uma turma de 41 alunos do 2.º ano do Ensino Médio. Na aplicação, os alunos, em grupos, fizeram análise textual e produziram 10 cartazes que registram a interpretação dos mesmos quanto aos temas abordados, no caso a degradação ambiental do Planeta. Com base nessa experiência analisada, apresentamos recomendações e sugestões de uso do videoclipe como recurso didático para a educação ambiental, como questão transversal.
Palavras-Chave: educomunicação ambiental, divulgação científica, popularização da ciência.
Atualizando:
O artigo completo pode esta no Vol.3 do Livro eletrônico que reune todos os trabalhos do Evento: Livro Eletrônico .

domingo, 25 de setembro de 2011

Música Amazônica e Educação Ambiental

          Será realizado no periodo de 12 a 15 de outubro de 2011, em João Pessoa - PB o II Congresso Nacional de Educação Ambiental.
     Gostaria de participar ministrando uma oficina de produção de videoclipes ambientais, mas  quando tomei conhecimento do evento, o prazo para proposição de Oficina já havia se esgotado.

     Mas meu artigo, em co-autoria com a Profa. Eni : "Uso de Videoclipe Ambiental com Música Amazônica no Ensino da Língua Portuguesa" foi aprovado para apresentação na forma de Poster, na temática :  MÉTODOS APLICADOS AO ENSINO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

I Colóquio Educom - Resumo aprovado

No dia 02 de setembro de 2011 , estaremos participando do I Coloquio de Educomunicação, evento paralelo ao XXXIV Congresso Intercom , em Recife -PE.  Este é o resumo do paper , que será apresentado no Painel Educom  e práticas de recepção.


USO DE MÚSICA AMAZÔNICA NA EDUCOMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E AMBIENTAL.

Tendo o campo Comunicação/Educação como mediador do processo, o trabalho aborda a produção e recepção de dois videoclipes ambientais, por estudantes e professores da Escola Marcelo Cândia em Porto Velho, RO. Discute-se, à luz da teoria do dialogismo de Bakhtin, de que forma os estudantes (enunciatários) interpretaram o discurso literário (letra da música), transformado em discurso de vulgarização científica (no videoclipe) pelos interlocutores (os alunos e professores participantes da Oficina). Para isso, fez-se a análise textual das letras das músicas e uma discussão teórica dos conceitos relacionados ao objeto de análise (diálogo, enunciação, discurso, recepção). O trabalho tem por objetivo validar a produção e uso de videoclipes com música amazônica como recurso didático de educomunicação científica e ambiental na educação formal. Foram sistematizadas informações que contribuem para a validação proposta, bem como identificou-se os argumentos do discurso literário e do discurso científico que colaboraram para a sensibilização em relação as questões ambientais. A metodologia de análise permitiu também observar a ocorrência de interações dialógicas em ambas as etapas do processo (produção e recepção) que tornaram possível sensibilizar os estudantes para as questões ambientais (desmatamento e degradação dos solos) temas dos videoclipes. Recomenda-se o uso da metodologia por professores, como recurso didático para a educação ambiental como questão transversal; ressalvando-se a necessidade de estudos adicionais e incremento na proposta para que se possa apresentar soluções que aumentem o nível de evidência do papel da Ciência, quando do uso da metodologia na educomunicação cientifica no ambiente educacional. Palavras-chave: análise do discurso, comunicação ambiental, divulgação científica, popularização da ciência, recursos didáticos.
Para mais informações sobre o evento acesse:

sábado, 28 de maio de 2011

Música no campo

         Essa é uma daquelas noticias que muito me alegram, pois é uma demonstração das possibilidades de uso da música na educação e na transformação de pessoas. 
      Ficaria mais feliz ainda se o Maestro Waldemar Henrique estivesse citado  como um dos artistas que as crianças estão aprendendo a conhecer e a tocar. Valorizar a cultura amazônica no processo educativo deveria ser prioridade.


  Uma orquestra sinfônica no meio de um assentamento rural


"No dia-a-dia de trabalhadores que vivem da agricultura familiar, em um assentamento rural, um grupo de crianças e adolescentes aprende de Beethoven e Chopin à Vinícius de Morais e Tom Jobim. Esse lugar é Bom Jesus, no município de Tartarugalzinho, norte do Amapá, palco de ensaio e apresentação da Orquestra Sinfônica Florescer, formada por filhos de trabalhadores rurais que começam a mudar seus destinos de futuros agricultores e descobrem a arte através da música. São 70 crianças de 8 à 17 anos que, na folga da escola, por algumas horas trocam a enxada por flautas e outros instrumentos de sopro e corda vivendo uma experiência nunca imaginada por nenhum dos moradores do assentamento".


Leia AQUI  o texto completo, da jornalista Mariléia Maciel.